sexta-feira, 8 de julho de 2011

A Gestão Democrática na Escola Pública

Artigo de: Josiane Gonçalves Santos[1]. 

Conselheira do Conselho Municipal de Educação de Curitiba, Pedagoga, Mestre em Educação, atualmente, Diretora da Escola Municipal Professor Kó Yamawaki.[1]


Considerando que nascemos para aprender tanto quanto a vida nos permita, papel estratégico na promoção da aprendizagem é reservado à gestão educacional e escolar. Longe de ser empreendimento simples, o desafio se move; seja qual for o contexto, quanto mais se aprende, mais há por aprender.
VIEIRA (2009, p. 166)

A sociedade contemporânea em que vivemos vem passando por importantes e determinantes transformações. A instituição de ensino também sofre essas interferências que passam a exigir a atualização dos processos pedagógicos e de seus profissionais.
Nesse cenário, tornou-se cada vez mais freqüente a utilização do termo GESTÃO para definir o gerenciamento e organização de diferentes situações e procedimentos. Palavra originária do latim gestio-õnis, significa gerir, gerência, administração. Relaciona-se, portanto, à tomada de decisão, organização, direção.
No espaço escolar, a gestão envolve a administração de recursos materiais, financeiros e humanos que precisam ser organizados em prol do êxito dos processos e dos resultados que, no caso específico da escola, estão relacionados à melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem de todos os alunos.
Todavia, esse processo não se desenvolve de forma isolada, mas em três grandes áreas de atuação que devem funcionar interligadas e integradas: gestão pedagógica, gestão financeira e gestão administrativa. Cada uma delas possui características específicas que se manifestam em diferentes ações e atribuições.
A gestão pedagógica é o principal vértice da gestão da instituição de ensino que deve ter como objetivo e compromisso, o desenvolvimento e aprendizagem de seus alunos. Suas ações visam o “gerenciamento” do trabalho educativo desenvolvido na instituição de ensino, sempre em acordo com o estabelecido no projeto político-pedagógico, no regimento escolar e na legislação vigente.
A gestão financeira se caracteriza pela administração dos recursos financeiros da escola que necessita, para atingir seus fins educacionais, planejar suas ações a partir de prioridades estabelecidas. Para tanto, é fundamental a eficaz administração dos recursos financeiros que são repassados pelo governo, além das verbas próprias, que são arrecadas por meio de festas, bazares, rifas ou doações. A utilização desse dinheiro exige que o gestor aja em acordo com as normas e diretrizes da mantenedora, sempre em prol da melhoria do trabalho pedagógico.
A gestão administrativa está relacionada à orientação e monitoramento de processos, recursos e profissionais, na busca de atingir os melhores resultados. Além dos processos pedagógicos, envolve também a administração das atividades de apoio, tais como: secretaria, serviços gerais, atividades de limpeza e manutenção da estrutura física e material.
Assim, compreender o significado do conceito de gestão é de extrema importância, pois, as ações e procedimentos que dela decorrem, estão diretamente relacionados aos compromissos e responsabilidades da instituição de ensino e de seus profissionais, sempre em prol do desenvolvimento de uma prática pedagógica que resulte na formação integral ensino dos educandos, tornando-os capazes de enfrentar os desafios da sociedade em que se vive. (BRASIL/MEC, 2004)

A gestão democrática na escola pública
O sucesso de uma gestão está, entre outros fatores, em compreender alguns princípios que são determinantes no desenvolvimento e gerenciamento dos processos característicos da escola.
Inicialmente, é preciso ter muito claro que essa é uma função característica de um líder, desenvolvida na coletividade, na condução de um grupo. Daí a importância de que as propostas e ações realizadas sejam motivantes, provocadoras e com compromisso social, propiciando confiança e segurança e, fundamentalmente, despertando o apoio e participação de todos. Caracteriza-se aí a gestão democrática.
Para se efetivar a gestão democrática na instituição escolar é necessário garantir que todos compreendam sua responsabilidade nesse processo.  Isso resulta da efetivação de práticas que favorecem o desenvolvimento da cidadania[2] e o exercício da democracia[3].
Uma sociedade não é democrática apenas pela simples afirmação de valores, mas, também pela construção e prática cotidiana dos mesmos, ou seja, pelos processos que os instauram e reafirmam. Segundo dados da UNESCO (2000), a construção da democracia muito decorre do trabalho educativo realizado pela escola.
Essa não é uma compreensão recente. Ao longo do tempo, filósofos, cientistas, políticos e educadores manifestaram-se a respeito desta idéia, expressando opiniões a respeito do papel da educação na e para a democracia. Atualmente, essa conscientização aumentou e disseminou-se entre os diversos setores da sociedade que passaram a reconhecer o papel primordial da educação para o desenvolvimento econômico do país, mas também para a promoção da paz, para o respeito aos direitos humanos e, principalmente, para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.
Enquanto princípio constitucional, a gestão democrática do ensino público, traduz a participação ativa e cidadã da comunidade escolar[4] e local na condução da escola, pois, no contexto escolar, a gestão é um ato político que implica na tomada de decisões que não podem ser individuais, mas coletivas. (BRASIL, 2004)
No entanto, para que a gestão democrática se concretize é essencial o desenvolvimento de ações – pedagógicas e administrativas – pautadas nos princípios de autonomia[5] e de interculturalismo, e em processos de participação e de cooperação. 
Destaca-se novamente aqui o processo de ensino e aprendizagem, pois, por meio de práticas democráticas desenvolvidas em sala de aula se vivencia e se aprende, além dos temas educacionais, o respeito às diferenças e a resolução positiva de conflitos. Portanto, se a escola busca desenvolver valores democráticos como o respeito, a justiça, a liberdade, a solidariedade, deve, necessariamente, democratizar os métodos e os processos pedagógicos e, fundamentalmente, o relacionamento entre professor e aluno, pois, docentes que estabelecem relações horizontais com seus alunos, propiciando o diálogo sobre conteúdos e vivências, conseguem concretizar intervenções que atendem às questões individuais e coletivas. Essa atitude, além de respeitar as condições e possibilidades de cada um, contribui para a concretização de uma sociedade mais justa.
Agir com autonomia não significa apenas agir segundo vontade própria, apesar de estar relacionada à idéia de autogoverno. É um princípio que deve necessariamente ser desenvolvido de forma positiva por todos os profissionais da escola e pela comunidade, exigindo uma responsabilização competente, que não permite o espontaneísmo e a anarquia. (LÜCK, 2005)
Nas instituições escolares, o exercício da autonomia se dá pela construção de um ambiente propício à participação da comunidade escolar nas decisões locais, buscando soluções responsáveis e criativas, por meio de um processo de negociação rumo à efetivação dos objetivos estabelecidos. Todavia, é necessário agir sempre em acordo com as normatizações e diretrizes emanadas pela mantenedora e pela legislação vigente. Assim, autonomia da escola não significa independência, mas sim interdependência.
A participação de todos é condição essencial para a gestão democrática. No contexto escolar, a participação efetiva da comunidade no desenvolvimento do trabalho pedagógico pressupõe transparência nas decisões e representatividade de todos os segmentos, pois, se a escola tem como um de seus principais objetivos propiciar uma educação que conduza à cidadania deve organizar-se de forma a desenvolver relações horizontais de cooperação e solidariedade entre todos os envolvidos no processo pedagógico. É com essa compreensão que Sales (2004, p.27), destaca,

Participar é ter o poder de definir os fins e os meios de uma prática social, poder que pode ser exercido diretamente ou por meio de mandatos, delegações ou representações. Como, entretanto, no Brasil, não se tem muita tradição de vivência democrática nas diferentes instâncias (famílias, repartições, igrejas, cooperativas, partidos, cidade, utilização e preservação do meio ambiente), a participação seria mais bem traduzida como uma estratégia/pedagogia de aprender a ter poder, a se fazer tomar em consideração, a fazer valer a importância econômica, política e cultural das pessoas, categorias ou classes que estejam participando de um determinado processo social. Nesse sentido, a participação é ir definindo e redefinindo permanentemente os fins e os meios das práticas que estejam sendo desenvolvidas. Participação, portanto, é a aprendizagem do poder em todos os momentos e lugares em que se esteja vivendo e atuando.

Para Catani e Gutierrez (2001, p. 38), há uma íntima relação entre a participação e a gestão escolar, “(...) a participação se funda no exercício do diálogo entre as partes. Essa comunicação ocorre, em geral, entre pessoas com diferente formação e habilidades, ou seja, entre agentes dotados de distintas competências para a construção de um plano coletivo e consensual de ação.”
Daí a importância da instituição escolar garantir espaço para que a diversidade e o pluralismo de idéias se manifestem, possibilitando que os diferentes segmentos da comunidade reflitam e participem das decisões em prol da melhor formação possível para todos os estudantes. Um exemplo dessa participação se dá por meio da construção coletiva do Projeto Político-Pedagógico, bem como, as contínuas reflexões sobre o processo ensino-aprendizagem.
Toda escola deve se configurar como um ambiente que propicie condições de igualdade de participação a todos, propiciando meios e oportunidades para que concretize a gestão democrática. Nesse contexto, viver e a agir em cooperação implica romper com as relações de poder e autoritarismo características da escola tradicional, favorecendo o desabrochar de relações mais democráticas entre todos os envolvidos.
Cooperar com o próximo e em prol do próximo significa contribuir para a emancipação de todos, sempre numa atitude afirmativa. Essa é uma importante reflexão a ser realizada, pois se a escola tem como principal objetivo a formação integral de seus alunos, a cooperação entre todos aqueles que convivem na instituição deve caracterizar-se como um valor praticado por todos.
Também é importante respeitar e valorizar os saberes dos estudantes. Essa atitude constitui um dos principais propósitos da instituição escolar, afinal a aprendizagem resulta do encontro e confronto de diferentes saberes que se manifestam nas relações sociais. São manifestações decorrentes de sujeitos que trazem consigo diferentes histórias de vida que resultam de diferenças econômicas e culturais que se manifestam por meio da linguagem, das tradições e vestimentas, da concepção de moral e de religião, da interação com o meio ambiente, entre outros, que definem uma determinada sociedade, bem como as relações entre seus cidadãos. Nessa realidade, a questão do plural, do diverso, bem como das discriminações e preconceitos que deles decorrem, exige da escola efetivar práticas que preparem as futuras gerações para lidar com sociedades cada vez mais desiguais. (CANEN, 2002)
Assim, a concretização de uma gestão escolar democrática, pressupõe atuar na perspectiva intercultural, desenvolvendo um projeto educativo intencional que busca promover a relação entre pessoas de culturas diferentes. Isso implica em efetivar uma prática pedagógica que propicie oportunidades educativas a todos, respeitando e integrando a diversidade de sujeitos. Para tanto é importante desenvolver processos educativos, metodologias e instrumentos pedagógicos que dêem sustentação à complexidade das relações que se estabelecem entre os seres humanos.  (BRASIL/MEC, 2004)

O Conselho de Escola e a gestão democrática
A partir da década de 80 fortaleceu-se o movimento pela democratização no país, trazendo à tona a discussão sobre os processos de gestão da escola. Nessa direção, a legislação, especialmente a Constituição Federal do Brasil de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9394/96, determinaram a gestão democrática como princípio para o ensino público. Todavia, é importante ressaltar que a efetivação desse processo exige mais do que a determinação legal, pressupõe a transformação na concepção, nas idéias que envolvem o modelo de gestão vigente, ou seja, é necessário romper com os mecanismos de dominação e autoritarismo que ainda se manifestam no espaço escolar.
A concretização da gestão democrática na escola consolida uma modalidade de administração que favorece o fortalecimento da cidadania, pois sua viabilização pressupõe a participação ativa dos diferentes atores que integram a comunidade escolar nos processos decisórios.
O Conselho de Escola caracteriza essa participação, pois, entre outros, é espaço de reflexão e encaminhamento de demandas educacionais. No entanto, as pesquisas revelam que poucas vezes temas de natureza pedagógica são tratados pelo colegiado, que focaliza-se, em geral, em questões administrativas.
Todavia, o Conselho de Escola, configura-se como um grupo de inclusão que interage numa instância de discussão, acompanhamento e deliberação, na qual se busca incentivar uma cultura democrática, participativa e cidadã.
Enquanto órgão colegiado, manifesta um relevante avanço histórico ao garantir um real espaço de participação, discussão, negociação, decisão e deliberação sobre demandas educacionais, sempre em consonância com a legislação vigente e os interesses da comunidade local. Isso contribui para a efetiva melhoria da qualidade do ensino e, conseqüentemente, impulsiona a desejada transformação social, afinal, um Conselho de Escola verdadeiramente atuante contribui para que a escola e a comunidade se unam e trabalhem juntos no enfrentamento dos desafios e problemas que se manifestam no cotidiano escolar.
A participação dos diferentes segmentos produz efeitos culturais ao resultar num processo educativo para toda a comunidade escolar, caracterizando um verdadeiro exercício de cidadania para a comunidade em que a escola está inserida.
No entanto, a real participação de todos no Conselho de Escola não é tarefa fácil. É preciso garantir espaço de participação para representantes que possuem diferentes idades, saberes, gênero e formação. Esse é o verdadeiro sentido da cidadania. Cidadania que resulta de uma ação coletiva e que busca o bem comum, na inclusão comunitária, reforçando o sentimento de partilha.
A escola pública é, sem dúvida, um dos principais elementos constitutivos de uma sociedade democrática. Nesse contexto, a viabilização de uma verdadeira democracia, pressupõe um sistema de educação que efetivamente eduque a população, desenvolvendo a criatividade, iniciativa, responsabilidade e liberdade, elementos fundamentais para o desenvolvimento pessoal do indivíduo, constituindo-se no principal meio de inserção social. (SANTOS, 2005)
É com essa compreensão que finaliza-se, utilizando as palavras de Medeiros & Luce (2006, p.25), ao afirmarem, “a luta por mais e mais democracia, fonte inesgotável do aperfeiçoamento da convivência humana, tem na educação sua maior sustentação e por isto tem que ser valorizada como prática política e pedagógica em todas as escolas.”
__________________________ 
2 O conceito de cidadania passou a ser difundido com a realização em 1789 da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, importante documento que estabeleceu as primeiras normas para assegurar a liberdade individual e a propriedade, implicando na implementação e desenvolvimento de regras mais justas para os cidadãos de todo planeta.
3 A democracia está fundamentada em três direitos: CIVIS, que correspondem à segurança e locomoção; SOCIAIS, que correspondem ao trabalho, saúde, educação, habitação, entre outros; POLÍTICOS, que correspondem à liberdade de expressão, de voto, de participação em partidos políticos e sindicatos, etc.
4 Comunidade escolar compreendida pelos estudantes, pais ou responsáveis, professores, funcionários e direção.
5 A autonomia da escola pública está expressa no Art.15 da LDBEN 9394/96 que determina “os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira, observadas as regras gerais de direito financeiro público”.


REFERÊNCIAS

ADRIÃO, T.; CAMARGO, R. B. de. A gestão democrática na Constituição Federal de 1988. In.: OLIVEIRA, R. P.; ADRIÃO, T. (Orgs.). Gestão, financiamento e direito à educação: análise da LDB e da Constituição Federal. São Paulo: Editora Xamã, 2001.
BARROSO, J. (1996). O estudo da autonomia da escola: da autonomia decretada à autonomia construída. In J. Barroso (org). O estudo da escola. Porto: Porto Editora.
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Conselho escolar, gestão democrática da educação e escolha do diretor / elaboração Ignez Pinto Navarro... [et al.]. Brasília: MEC, SEB, 2004.
CANEN, A. Sentidos e dilemas do multiculturalismo: desafios curriculares para o novo milênio. In.: LOPES, A. C.; MACEDO, E. Currículo: debates contemporâneos. São Paulo: Cortez, 2002. v. 2. (Série cultura, memória e currículo)
CATANI, A. M.; GUTIERREZ, G. L. Participação e gestão escolar: conceitos e potencialidades. In.: FERREIRA, N. S. C. (Org.). Gestão democrática da educação: atuais tendências, novos desafios. São Paulo: Cortez, 2001.
FREIRE. P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
HORA, D. L. da. Gestão democrática na escola. 10 ed. Campinas: Papirus, 2002.
LUCE, M. B.; MEDEIROS, I. L. P. (Orgs.). Gestão escolar democrática: concepções e vivências. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2006.
LÜCK, H. A gestão participativa na escola. Petrópolis: Vozes, 2006. Série Cadernos de Gestão.
PARO, V. H. Gestão democrática da escola pública. 3 ed. São Paulo: Ática, 2000.
SALES, I. C. Os Conselhos Municipais de Educação (Desafios da Gestão Democrática). In.: Programa Nacional de Capacitação de Conselheiros Municipais de Educação Pró-Conselho: Caderno de referência. Brasília: MEC/SEB, 2004.
SANTOS, J. G. O compromisso social da escola organizada em ciclos: por uma verdadeira aprendizagem. Dissertação de Mestrado. Curitiba: Universidade Tuiuti do Paraná, 2005.
VIEIRA, S. L. Gestão educacional: contextos e desafios. In.: FRANÇA, M. & BEZERRA, M. C. (orgs.)... [et all]. Política educacional: gestão e qualidade do ensino. Brasília: Líber Livro, 2009.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Terceiro dia do Ciclo de Palestras Preparatórias para a I Conferência Municipal de Educação discute o Tema “Inclusão e Diversidade”


O terceiro dia do Ciclo de Palestras Preparatórias para a I Conferência Municipal de Educação aconteceu no dia 28 de junho e teve como tema Inclusão e Diversidade. Foram três palestrantes que discutiram o tema: Paulo Vinícius Baptista da Silva, professor do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal do Paraná (NEAB-UFPR), falou sobre a educação e as relações étnico-raciais no Brasil; Toni Reis, consultor do Centro Paranaense da Cidadania e doutorando em Educação na área de Educação Sexual, que abordou a educação sexual nas escolas, gênero e diversidade; e Ronaldo Vadson Schwantes, diretor da Escola Municipal de Educação Especial Helena Wladimirna Antipoff e membro do Conselho Municipal de Educação de Curitiba, que apresentou a questão da Inclusão e suas implicações no contexto educacional.

O professor Paulo Vinícius Baptista da Silva iniciou a palestra citando a educação e as relações étnico-raciais no Brasil; discorreu sobre o conceito de raça como “construção social”, pois, baseados na ideia de “raça” determinados grupos têm, sistematicamente, acesso negado a bens materiais e bens simbólicos. Explicou que, no Brasil, são três os grupos tratados como “raça”: negros (as); indígenas; ciganos. Pesquisas brasileiras sobre educação e relações étnico-raciais demonstram que nas escolas brasileiras são frequentes formas explícitas e implícitas de discriminação racial. Segundo o professor Paulo, nosso olhar é marcado pela hierarquização, em função disso o combate sistemático ao racismo é fundamental.

Uma das pesquisas apresentadas pelo palestrante Toni Reis sobre “Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar”, foi realizada em 2009 pelo Ministério da Educação em conjunto com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – INEP e a Fipe, Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. A pesquisa mostra que os estudantes são as maiores vítimas das práticas discriminatórias no ambiente escolar, seguidos dos profissionais de educação. A ocorrência de preconceito e discriminação em relação a uma área temática, em geral, não se dá de maneira isolada. As escolas que apresentaram pontuação mais elevada de preconceito e práticas discriminatórias tendem a apresentar médias menores para as avaliações da Prova Brasil.
Um outro ponto, bastante enfatizado por Toni Reis, foi a questão das conseqüências da homofobia na escola, citando entre elas: dificuldade da inserção no mercado de trabalho; desumanização e promoção de insegurança, isolamento e vulnerabilidade; bullying; fonte geradora e alimentadora de outras formas de preconceito, discriminação, violência; comprometimento da inclusão educacional e da qualidade do ensino; dificuldade na aprendizagem / rendimento; condução à evasão e ao abandono escolar.

O professor Ronaldo Vadson Schwantes salientou o fato de vivermos numa sociedade que ameniza as desigualdades para evitar os conflitos sociais. Destacou um dado, de agosto de 2009, apresentado pelo gabinete do então senador Flávio Arns, que diz que apenas 8,25% do total da população escolar com deficiência tiveram sua matrícula efetivada na rede escolar.
Para o professor Ronaldo o grande desafio de hoje é traduzir o desenvolvimento econômico em progresso social e o progresso social em desenvolvimento econômico.     

As duas palestras que foram adiadas por motivos pessoais dos palestrantes convidados serão remarcadas e divulgadas oportunamente.
As palestras adiadas foram:
Do dia 20 de junho, palestra sobre o tema “Formação e valorização dos profissionais da educação”, com a professora Iria Brzezinski e, a do dia 29 de junho, palestra sobre o tema “Educação integral”, com o professor Miguel Arroyo.

Gestão e Financiamento da Educação foram temas do 2º dia do Ciclo de Palestras Preparatórias para a I Conferência Municipal de Educação



O segundo dia do Ciclo de palestras aconteceu no dia 27 de junho, no Centro de Convenções de Curitiba, às 19 horas. O tema “Gestão e Financiamento da Educação” foi abordado pelas professoras Eloísa Lück e Andréa Barbosa Gouveia.
A professora Heloísa Lück apresentou o tema “Gestão”, na abordagem de “Gestão para a aprendizagem no contexto da escola e da sala de aula”. A professora Andréa Barbosa Gouveia apresentou o tema: “Financiamento da Educação: mudanças recentes e desafios persistentes”.

A professora Heloísa Lück destaca como importante conhecer os pressupostos da gestão para que não se caia na armadilha do senso comum. Evidenciou também, que no complexo processo de transformação da educação, espera-se do profissional da educação que ele seja muito mais um gestor e menos um administrador, visto ser o conceito de administração útil, necessário, porém limitado. A gestão pressupõe no interior da instituição social escola, um plano participativo; quanto mais a liderança for compartilhada, mais ela cresce; pressupõe também, a distribuição de poder, o pensamento dialético, o trabalho cooperativo, a eficácia coletiva,  a horizontalização, o fazer junto.

Sobre o Financiamento da Educação a professora Andréa Barbosa Gouveia evidenciou a questão da arrecadação no Brasil, enfatizando a importância do conhecimento da origem dos recursos destinados à educação, para o planejamento da educação, tendo em vista o novo Plano Nacional da Educação. Discorreu sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB, cujo principal objetivo é promover a redistribuição dos recursos vinculados à educação.

O FUNDEB atende educação básica, da creche ao ensino médio, e está em vigor desde janeiro de 2007, estendendo-se até 2020, substituindo o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério – FUNDEF, que vigorou de 1997 a 2006.

Num gráfico explicativo comparou o Brasil com outros países onde a arrecadação não tem como tributo principal bens de consumo, levando uma desvantagem muito grande às famílias de baixa renda em nosso país. E completou dizendo que a população precisa conscientizar-se que a escola pública é de livre acesso, mas custa caro, pois todos pagamos com altos impostos.

As duas palestras que foram adiadas por motivos pessoais dos palestrantes convidados serão remarcadas e divulgadas oportunamente.
As palestras adiadas foram:
Do dia 20 de junho, palestra sobre o tema “Formação e valorização dos profissionais da educação”, com a professora Iria Brzezinski e, a do dia 29 de junho, palestra sobre o tema “Educação integral”, com o professor Miguel Arroyo.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Tem início em Curitiba Ciclo de Palestras Preparatórias para a I Conferência Municipal de Educação



O Ciclo de Palestras Preparatórias para a I Conferência Municipal de Educação teve início ontem, 21 de junho, no Centro de Convenções de Curitiba. A abertura do evento foi feita pela secretária municipal da Educação, Liliane Casagrande Sabbag, e pela presidente do Conselho Municipal de Educação, Everly Marques Canto. Ambas evidenciaram a importância deste trabalho e da participação dos diversos segmentos da sociedade no acompanhamento e nas discussões dos temas propostos para a Conferência.
O objetivo principal do Ciclo de Palestras é a preparação para a Conferência Municipal de Educação, que dará subsídios à elaboração do primeiro Plano Municipal de Educação no Município de Curitiba.

A palestra de abertura teve como tema Avaliação e foi proferida pela Prof.a Dra. Mônica Ribeiro da Silva, da Universidade Federal do Paraná.
Durante a palestra, a Prof.a Mônica discorreu sobre vários aspectos que envolvem a avaliação, como pressupostos, âmbito de abrangência, finalidade, necessidade da avaliação institucional e projeto político pedagógico enquanto forma de planejamento coletivo, dialógico e orientador das ações escolares. Segundo a Prof.a Mônica, por meio do projeto político pedagógico é que se consegue interferir na qualidade de ensino, nele é que a escola vai enfatizar que tipo de cidadão quer formar. Ela salientou ainda que a avaliação, nesse contexto abordado, é um elemento importantíssimo em três âmbitos, ou seja, o geral, envolvendo toda a Rede de Ensino, o intermediário, que foca a escola como instituição de educação, e, por fim, a sala de aula, no contato direto entre professor e aluno. A Prof.a Mônica afirmou que a criança de hoje é culturalmente diferente da criança de alguns anos atrás. Possui outra dinâmica de aprendizagem, pois convive com inúmeros interlocutores ao mesmo tempo, e a avaliação para que se efetive necessita acompanhar as mudanças.

As palestras terão continuidade na próxima semana, quando serão abordados temas como Gestão e Financiamento da Educação, Inclusão e Diversidade e Educação Integral.

Você sabe o que é uma Conferência Municipal de Educação?

Segundo a apostila de subsídios para o planejamento de Conferência Municipal de Educação, da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação:
“Uma conferência é um processo em que as pessoas se reúnem, discutem os temas propostos expondo diversos pontos de vista, deliberam coletivamente e, a partir dos debates locais, escolhem representantes que levam adiante as ideias que tenham a concordância de todos” (MMA, 2005).

Constitui um instrumento democrático de participação popular na definição e no acompanhamento da política educacional no âmbito do município, tendo como objetivos:
- realizar um diagnóstico da situação educacional no município;
- conhecer e discutir as propostas pedagógicas em desenvolvimento nas escolas;
- discutir e eleger prioridades para a educação no município;
- definir diretrizes, objetivos e metas para a educação no município;
- avaliar a implementação das diretrizes e metas educacionais no município;
- discutir e propor diretrizes, metas e ações para a elaboração do Plano Municipal de Educação – PME;
- discutir diretrizes para a revisão e atualização do Plano Municipal de Educação.

Complementando os objetivos gerais, os objetivos específicos podem ser detalhados, no sentido de:
- promover intercâmbio entre a sociedade civil e os profissionais da educação;
- discutir e propor ações para uma política de Inclusão Social;
- propor programas de valorização dos profissionais da educação;
- discutir temas educacionais com repercussão nacional, âmbito em que o município tem sua parcela de influência;
- estudar ações que reflitam sobre mecanismos de uma política de gestão democrática com inclusão.

Programação das Palestras:

Dia 27 de junho
Gestão e financiamento da educação
Eloísa Lück
Andréa Barbosa Gouveia

Dia 28 de junho
Inclusão e diversidade
Ronaldo Schwantes
Paulo Vinícius Baptista da Silva
Toni Reis

Dia 29 de junho
Educação integral
Miguel Arroyo
Observação: Não é necessária inscrição prévia

As palestras acontecem no Centro de Convenções de Curitiba, na Rua Barão do Rio Branco, 370, sempre a partir das 19 horas.


A cada palestra será fornecido um certificado ao participante.

Texto e Imagens: Silvana Cordeiro de Mello



segunda-feira, 20 de junho de 2011

Gestores do Arquivo Público Municipal de Curitiba esclarecem dúvidas sobre arquivamento

O encontro aconteceu no último dia 14 de junho, terça-feira, no Centro de Capacitação da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba à convite da Presidente do Conselho Municipal de Educação e Coordenadora da UNCME-PR Everly R. Marques Canto.
A equipe interna do Conselho Municipal de Educação de Curitiba, que também da apoio à UNCME-PR, recebeu, orientações de como trabalhar com documentos em uma perspectiva de preservação e longevidade dos mesmos. As orientações foram repassadas pela equipe do Arquivo Público Municipal, através do seu Diretor Rubens Zampieri, da Gerente de Gestão Documental Maria Isabel Borba Soppa e da Chefe da Divisão de Preservação e Conservação de Documentos Clicéia Pereira.
As orientações vem ao encontro da necessidade, cada vez mais preemente, de se trabalhar de maneira efetiva com o arquivamento em vários tipos de suportes, como papel, fitas K7, DVDs, microfilmes e outros. Com esses cuidados o Conselho Municipal de Educação de Curitiba cumpre o disposto na Constituição de 1988 que diz em seu Artigo 23 - é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural.


Conselho Municipal de Educação e Secretaria Municipal da Educação de Curitiba iniciam Ciclo de Palestras Preparatórias para I Conferência Municipal de Educação

O Conselho Municipal de Educação e a Secretaria Municipal da Educação de Curitiba iniciam no próximo 21 de junho o Ciclo de Palestras Preparatórias para a I Conferência Municipal de Educação.
As palestras acontecerão no Centro de Convenções de Curitiba, na Rua Barão do Rio Branco, 370, a partir das 19 horas.

Programação:
Dia 21 de junho
Avaliação
Mônica Ribeiro da Silva

Dia 27 de junho
Gestão e financiamento da educação
Eloísa Lück
Andréa Barbosa Gouveia

Dia 28 de junho
Inclusão e Diversidade
Ronaldo Schwantes
Paulo Vinícius Baptista da Silva
Toni Reis

Dia 29 de junho
Educação integral
Miguel Arroyo

Observação: Não é necessária inscrição prévia

segunda-feira, 13 de junho de 2011

VOCÊ SABE A QUAL REGIÃO GEOGRÁFICA SEU MUNICÍPIO PERTENCE?

01 - REGIÃO GEOGRÁFICA NOROESTE PARANAENSE
Alto Paraíso, Alto Paraná, Alto Piquiri, Altônia, Amaporã, Brasilândia do Sul, Cafezal do Sul, Cianorte, Cidade Gaúcha, Cruzeiro do Oeste, Cruzeiro do Sul, Diamante do Norte, Douradina, Esperança Nova, Francisco Alves, Guairaçá, Guaporema, Icaraíma, Inajá, Indianópolis, Iporã, Itaúna do Sul, Ivaté, Japurá, Jardim Olinda, Jussara, Loanda, Maria Helena, Marilena, Mariluz, Mirador, Nova Aliança do Ivaí, Nova Londrina, Nova Olímpia, Paraíso do Norte, Paranacity, Paranapoema, Paranavaí, Perobal, Pérola, Planaltina do Paraná, Porto Rico, Querência do Norte, Rondon, Santa Cruz de Monte Castelo, Santa Isabel do Ivaí, Santa Mônica, Santo Antonio do Caiuá, São Carlos do Ivaí, São João do Caiuá, São Jorge do Patrocínio, São Manoel do Paraná, São Pedro do Paraná, São Tomé, Tamboara, Tapejara, Tapira, Terra Rica, Tuneiras do Oeste, Umuarama, Xambrê.

02 - REGIÃO GEOGRÁFICA CENTRO-OCIDENTAL PARANAENSE
Altamira do Paraná, Araruna, Barbosa Ferraz, Boa Esperança, Campina da Lagoa, Campo Mourão, Corumbataí do Sul, Engenheiro Beltrão, Farol, Fênix, Goioerê, Iretama, Janiópolis, Juranda, Luiziana, Mamborê, Moreira Sales, Nova Cantu Peabiru, Quarto Centenário, Quinta do Sol, Rancho Alegre D'Oeste, Roncador, Terra Boa, Ubiratã.

03 - REGIÃO GEOGRÁFICA NORTE CENTRAL PARANAENSE
Alvorada do Sul, Ângulo, Apucarana, Arapongas, Arapuã, Ariranha do Ivaí, Astorga, Atalaia, Bela Vista do Paraíso, Bom Sucesso, Borrazópolis, Cafeara, Califórnia, Cambé, Cambira, Cândido de Abreu, Centenário do Sul, Colorado, Cruzmaltina, Doutor Camargo, Faxinal, Floraí, Floresta, Florestópolis, Flórida, Godoy Moreira, Grandes Rios, Guaraci, Ibiporã, Iguaraçu, Itaguajé, Itambé, Ivaiporã, Ivatuba, Jaguapitã, Jandaia do Sul, Jardim Alegre, Kaloré, Lidianópolis, Lobato, Londrina, Lunardelli, Lupionópolis, Mandaguaçu, Mandaguari, Manoel Ribas, Marialva, Marilândia do Sul, Maringá, Marumbi, Mauá da Serra, Miraselva, Munhoz de Melo, Nossa Senhora das Graças, Nova Esperança, Nova Tebas, Novo Itacolomi, Ourizona, Paiçandu, Pitangueiras, Porecatu, Prado Ferreira, Presidente Castelo Branco, Primeiro de Maio, Rio Bom, Rio Branco do Ivaí, Rolândia, Rosário do Ivaí, Sabáudia, Santa Fé, Santa Inês, Santo Inácio, São João do Ivaí, São Jorge do Ivaí, São Pedro do Ivaí, Sarandi, Sertanópolis, Tamarana, Uniflor.

04 - REGIÃO GEOGRÁFICA NORTE PIONEIRO PARANAENSE
Abatiá, Andirá, Assaí, Bandeirantes, Barra do Jacaré, Cambará, Carlópolis, Congonhinhas, Conselheiro Mairinck, Cornélio Procópio, Curiúva, Figueira, Guapirama, Ibaiti, Itambaracá, Jaboti, Jacarezinho, Japira,Jataizinho, Joaquim Távora, Jundiaí do Sul, Leópolis, Nova América da Colina, Nova Fátima, Nova Santa Bárbara, Pinhalão, Quatiguá, Rancho Alegre, Ribeirão Claro, Ribeirão do Pinhal, Salto do Itararé, Santa Amélia, Santa Cecília do Pavão, Santa Mariana, Santana do Itararé, Santo Antônio da Platina, Santo Antônio do Paraíso, São Jerônimo da Serra, São José da Boa Vista, São Sebastião da Amoreira, Sapopema, Sertaneja, Siqueira Campos, Tomazina, Uraí, Wenceslau Braz.

05 - REGIÃO GEOGRÁFICA CENTRO-ORIENTAL PARANAENSE
Arapoti, Carambeí, Castro, Imbaú, Jaguariaíva, Ortigueira, Palmeira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Reserva, Sengés, Telêmaco Borba, Tibagi, Ventania.

06 - REGIÃO GEOGRÁFICA OESTE PARANAENSE
Anahy, Assis Chateaubriand, Boa Vista da Aparecida, Braganey, Cafelândia, Campo Bonito, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Catanduvas, Céu Azul, Corbélia, Diamante do Sul, Diamante D'Oeste, Entre Rios do Oeste, Formosa do Oeste, Foz do Iguaçu, Guaíra, Guaraniaçu, Ibema, Iguatu, Iracema do Oeste, Itaipulândia, Jesuítas, Lindoeste, Marechal Cândido Rondon, Maripá, Matelândia, Medianeira, Mercedes, Missal, Nova Aurora, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste, Palotina, Pato Bragado, Quatro Pontes, Ramilândia, Santa Helena, Santa Lúcia, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São José das Palmeiras, São Miguel do Iguaçu, São Pedro do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Terra Roxa, Toledo, Três Barras do Paraná, Tupãssi, Vera Cruz do Oeste.

07 - REGIÃO GEOGRÁFICA SUDOESTE PARANAENSE
Ampére, Barracão, Bela Vista da Caroba, Boa Esperança do Iguaçu, Bom Jesus do Sul, Bom Sucesso do Sul, Capanema, Chopinzinho, Clevelândia, Coronel Domingos Soares, Coronel Vivida, Cruzeiro do Iguaçu, Dois Vizinhos, Enéas Marques, Flor da Serra do Sul, Francisco Beltrão, Honório Serpa, Itapejara d'Oeste, Manfrinópolis, Mangueirinha, Mariópolis, Marmeleiro, Nova Esperança do Sudoeste, Nova Prata do Iguaçu, Palmas, Pato Branco, Pérola d'Oeste, Pinhal de São Bento, Planalto, Pranchita, Realeza, Renascença, Salgado Filho, Salto do Lontra, Santa Izabel do Oeste, Santo Antônio do Sudoeste, São João, São Jorge d'Oeste, Saudade do Iguaçu, Sulina Verê, Vitorino.

08 – REGIÃO GEOGRÁFICA CENTRO-SUL PARANAENSE
Boa Ventura de São Roque, Campina do Simão, Candói, Cantagalo, Espigão Alto do Iguaçu, Foz do Jordão, Goioxim, Guarapuava, Inácio Martins, Laranjal, Laranjeiras do Sul, Marquinho, Mato Rico, Nova Laranjeiras, Palmital, Pinhão, Pitanga, Porto Barreiro, Quedas do Iguaçu, Reserva do Iguaçu, Rio Bonito do Iguaçu, Santa Maria do Oeste, Turvo, Virmond.

09 - REGIÃO GEOGRÁFICA SUDESTE PARANAENSE
Antônio Olinto, Bituruna, Cruz Machado, Fernandes Pinheiro, General Carneiro, Guamiranga, Imbituva, Ipiranga, Irati, Ivaí, Mallet, Paula Freitas, Paulo Frontin, Porto Vitória, Prudentópolis, Rebouças, Rio Azul, São João do Triunfo, São Mateus do Sul, Teixeira Soares, União da Vitória.

10 - REGIÃO GEOGRÁFICA METROPOLITANA DE CURITIBA
Adrianópolis, Agudos do Sul, Almirante Tamandaré, Antonina, Araucária, Balsa Nova, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo do Tenente, Campo Largo, Campo Magro, Cerro Azul, Colombo, Contenda, Curitiba, Doutor Ulysses, Fazenda Rio Grande, Guaraqueçaba, Guaratuba, Itaperuçu, Lapa, Mandirituba, Matinhos, Morretes, Paranaguá, Piên, Pinhais, Piraquara, Pontal do Paraná, Porto Amazonas, Quatro Barras, Quitandinha, Rio Branco do Sul, Rio Negro, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul, Tunas do Paraná.