segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O atendimento da demanda de EJA em Curitiba


 Artigo de: Prof.ª Ms.ª Neura Maria Weber Maron

       Assessora técnico-pedagógica do Conselho Municipal de Educação de Curitiba. Doutoranda em Tecnologia na área de concentração Tecnologia e Sociedade na Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR, Mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná - UFPR, Especialista em Pedagogia Empresarial pela Universidade Tuiuti do Paraná - UTP, Especialista em PROEJA pela UTFPR, Pesquisadora integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Trabalho, Educação e Tecnologia – GETET/UTFPR. Endereço eletrônico: <neura.w@gmail.com>  Endereço para acessar o Currículo Lattes no cnpq: <http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4772350D7>

Foi nos dada a palavra para, neste espaço, dar destaque à Educação de Jovens e Adultos (EJA) que é uma modalidade da Educação Básica nos níveis do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Diante desse desafio, alguns questionamentos se impuseram: Quem são os sujeitos da EJA na atualidade?; O que legislação educacional lhes garante?; Como se constitui a política de EJA no Brasil?; e, Quais oportunidades de conclusão dos estudos os jovens e os adultos que não completaram sua escolarização de Educação Básica encontram no município de Curitiba?

Os sujeitos da EJA na atualidade
Inicialmente entendemos ser fundamental caracterizar os demandantes da EJA, visto ser a diversidade uma das principais marcas dessa modalidade de educação.  E é inegável que estes sujeitos estão concretamente situados na sociedade. Por isso, “a EJA tem que ser uma modalidade de educação para sujeitos concretos, em contextos concretos, com histórias concretas, com configurações concretas” (ARROYO, 2007, p. 7). Quando retornam à escola estão convictos da falta que a escolaridade faz em suas vidas (BRASIL, 2007, p. 11), e embora venham a se integrar numa modalidade educacional ainda desvalorizada socialmente, retornam sabendo o que precisam da escola. São sujeitos, portanto,

com escolaridade descontínua, não-concluintes com êxito do ensino fundamental, obrigados a abandonar o percurso, ou pelas reiteradas repetências, indicadoras do próprio “fracasso”, ou pelas exigências de compor renda familiar, insuficiente para a sobrevivência, face ao desemprego crescente, à informalidade e a degradação das relações de trabalho, ao decréscimo do número de postos (BRASIL, 2007, p. 18).

No entanto, precisamos reconhecer que, para a escola, o sujeito da EJA, uma vez excluído do sistema de ensino, é como se ele passasse a não mais existir. Como se ele passasse uma parte de sua vida em branco e, num dado momento, ele adentra a escola novamente; como se no tempo em que ficou afastado das atividades escolares tivesse parado de viver. Mas esse é um fenômeno que ocorre apenas no âmbito da percepção da escola. Na realidade, esse cidadão continua a existir, está socialmente situado, tem vida produtiva, consome, vive ou sobrevive, constrói e reconstrói sua vida e tem um acúmulo de saberes significativos, construídos a partir das experiências e de suas lutas diárias, para serem compartilhados. Mas infelizmente discurso pedagógico e educacional trata da exclusão equiparando esse conceito com o conceito de inexistência. Nesse sentido Charlot (2005) contribui na reflexão quando afirma que “você pode ser excluído de um lugar, mas existe em outro. [...] Ninguém fica, simplesmente, excluído, completamente excluído" (CHARLOT, 2005, p.22).
Podemos afirmar, portanto, que esses cidadãos trazem marcas bem distintas de vivências decorrentes do fato de não terem podido completar sua escolaridade básica. Vivem em permanente instabilidade pela sua inserção precária no mundo do trabalho que só os inclui na informalidade, ou através das subcontratação, do subemprego, pelo trabalho parcelar, temporário, insalubre, o que significa dizer conforme Arroyo (2007, p. 9), que “viver significa para eles ter o que comer, ter um salário, ter uns trocados. Quando até essas bases do viver são incertas, a incerteza invade seu viver”.

Creio que o traço mais sério de tudo isso é a insegurança. Um trabalhador informal não tem segurança. Hoje pode estar aqui, amanhã pode estar lá. Hoje vive de um biscate, amanhã tem que sair atrás de outro. Depende do que aparecer. Se estiver na época de alho, vende alho, se estiver na época de maçãs, vende maçãs, ou qualquer outro produto da safra. Ele não tem uma configuração clara de trabalhador. Ao contrário, ele vai criando uma idéia de alguém que está atrás do que aparece. E estar atrás do que aparece é não ter horizonte, é não construir um caminho. Não projetar-se no tempo como horizonte é estar atrás do tempo, não controlar o seu tempo humano (ARROYO, 2007, p. 8).

A negação de um direito subjetivo básico como é o direito à educação o submete a constantes privações de toda espécie, pois a falta de conhecimentos básicos o leva a exclusão do acesso a outros direitos também básicos como o pleno acesso à saúde, à moradia, ao lazer, aos bens culturais e tecnológicos. Nesse sentido, a educação é mobilizadora do acesso a todos os demais direitos sociais. Esse sujeito constitui uma parcela significativa da população brasileira que é invisibilizada socialmente e que sofre interdições de diversos outros direitos, com grande freqüência, pela falta de conhecimento de como acessá-los.
Sem uma certificação que comprove um mínimo de escolaridade formal, por exemplo, o trabalhador não consegue se integrar ao mundo do trabalho formal. Embora ter a certificação de conclusão do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio não garante acesso direto ao trabalho formal, não ter documentação escolar que comprove a conclusão desses níveis de ensino é impeditivo cabal e atrela a vida de milhares de cidadãos a uma inserção precária no mundo do trabalho, pela urgência que estes têm em prover sua sobrevivência e a de suas famílias.
Portanto, quando retornam à escola, os estudantes da EJA não estão em busca do que perderam na infância, ou de um tempo perdido, mas dos conhecimentos que lhes permita plena vida cidadã adulta e os capacitem a integrar-se no mundo do trabalho formal onde seus direitos trabalhistas sejam assegurados. Essa compreensão é fundamental para auxiliar a escola a não correr o risco de infantilizar as atividades pedagógicas que desenvolve junto aos jovens e adultos trabalhadores, e que muitas vezes motiva uma nova evasão escolar.

A garantia do direito à educação para todos
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN), Lei 9394/96, estabelece a garantia do acesso à educação básica como direito social, humano e político, conforme artigo 208 da Constituição Federal, e define a responsabilidade do Estado pela oferta obrigatória e gratuita do Ensino Fundamental e, mais recentemente pela Emenda Constitucional  n.º 59 que estende a abrangência ao Ensino Médio uma vez que alarga a abrangência da idade a ser atendida pela educação básica obrigatória.

Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria; (NR). (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009)
........................
VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009)
§ 1º - O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.
§ 2º - O não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade competente.

Portanto, está claro que inclui os demandantes de escolarização jovens e adultos que a ela não tiveram acesso na idade própria/ano escolar. Aos jovens e adultos que eram atendidos apenas na forma do Ensino Supletivo, e, quando adentravam os espaços escolares, eram vistos como uma turma a parte, como um apêndice da escola, a eles foi afirmado o acesso à educação como direito subjetivo, podendo o Ministério Público acionar o Poder Público para exigi-lo. Sua oferta passou a ser regular pelos sistemas de ensino “com características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola” (BRASIL, 1996).
A Lei 12.061 de 2009, que altera o inciso II do artigo 4.º (II - universalização do ensino médio gratuito) e o inciso VI do artigo 10 da LDBN 9.394/96 (BRASIL, 1996) define ainda que compete ao poder público “recensear a população em idade escolar para o ensino fundamental, e os jovens e adultos que a ele não tiveram acesso; fazer-lhes a chamada pública; e - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio a todos que o demandarem, respeitado o disposto no art. 38 desta Lei” os Estados e dos Municípios, em regime de colaboração, e com a assistência da União.
A Lei 9.394/96, em sua seção V que trata da Educação de Jovens e Adultos expressa:

Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.
§ 1.º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames.
§ 2.º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares entre si.
§ 3.º A educação de jovens e adultos deverá articular-se, preferencialmente, com a educação profissional, na forma do regulamento. (Incluído pela Lei n.º 11.741/2008) (BRASIL, 2008).

Mas, precisamos reconhecer que, após 15 anos de aprovação da LDBN 9394/96[1], marco histórico e que institui e oficializa a EJA nos sistemas de ensino na perspectiva de direito, temos ainda uma política bastante frágil para essa modalidade de educação. Ao visualizar o mapa do analfabetismo no Brasil abaixo, construído a partir dos dados do censo de 2000 e 2010 temos uma visão geral da situação nacional.


Esse recurso está disponível numa publicação do jornal "Estadão" de julho de 2011 em: <http://www.estadao.com.br/especiais/mapa-do-analfabetismo-no-brasil,142319.htm> . Ao se passar o cursor sobre o mapa, é possível ver onde o analfabetismo caiu, onde aumentou, a média de variação entre crianças e entre jovens e adultos em cada município brasileiro, nos últimos 10 anos.
Esse mapa denuncia que os sistemas de ensino, por sua vez, ainda não estão atendendo à totalidade da demanda da EJA no Brasil. Mecanismos de resistência ainda presentes nas escolas como a não abertura de turmas no período diurno, posturas inflexíveis com relação ao horário diário do início das aulas, inviabilizam o acesso e a frequência dos jovens e adultos trabalhadores às aulas nas turmas de EJA. Contraditoriamente, os sistemas de ensino, responsáveis pela garantia do direito à educação acabam por assumir mecanismos de interdição de direitos a estes cidadãos trabalhadores, uma vez que estes se veem impossibilitados de conciliar horário dos estudos com o horário de trabalho.

A fragilidade da política de EJA no Brasil
A política para a EJA no Brasil atualmente ainda se compõe de vários programas[1] dispersos em diferentes ministérios, secretarias e até na casa civil da Presidência da República, tanto no que se refere ao atendimento da alfabetização como à continuidade dos estudos até a conclusão da Educação Básica. São programas que não integram os sistemas de ensino e não atendem à totalidade da demanda por EJA existente, embora dependam dos sistemas de ensino no momento da certificação de conclusão de um nível de ensino.
No Ministério do Desenvolvimento Agrário, temos o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA) do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que é uma política de Educação do Campo desenvolvida em áreas de Reforma Agrária. Articulada com Instituições de Ensino Superior e movimentos sociais na oferta de alfabetização e escolarização de adultos com formação profissional em todos os níveis de ensino.
No Conselho Nacional de Juventude da Secretaria Nacional de Juventude e ligado à Secretaria-Geral da Presidência da República temos o Programa Nacional de Inclusão de Jovens  (Projovem Adolescente - Serviço Socioeducativo; Projovem Trabalhador, Projovem Urbano e o Projovem Campo - Saberes da Terra) com oferta de elevação da escolaridade com iniciação profissional. No Conselho Gestor do Projovem é composto de representantes dos Ministérios da Educação, do Trabalho e Emprego e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O Projovem Adolescente - Serviço Socioeducativo é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; o Projovem Urbano, pela Secretaria-Geral da Presidência da República; o Projovem Campo - Saberes da Terra, pelo Ministério da Educação; e o Projovem Trabalhador, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Esse programa existe desde 2005 e só recentemente e de forma gradativa está passando a ser gerido pelo Ministério da Educação.
No Ministério do Trabalho e Emprego, temos o Plano Nacional de Qualificação com ações de qualificação profissional financiadas pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador. Como qualificação profissional, pretende integrar as demais políticas públicas de trabalho, emprego e renda com as políticas públicas de educação, integrando Educação Básica e Educação Profissional. Pretende elevar a escolaridade dos trabalhadores, por meio da articulação com as Políticas Públicas de Educação, em particular com a Educação de Jovens e Adultos pela faixa etária atendida.
Na Secretaria Nacional de Economia Solidária, encontramos o programa de “Formação de Formadores(as), Educadores(as) e Gestores Públicos para Atuação em Economia Solidária” que, em parceria com o Ministério da Educação e Cultura, desenvolve ações de formação em economia solidária para trabalhadores articuladas a iniciativas de Educação de Jovens e Adultos compreendendo os processos de alfabetização, elevação da escolaridade e educação continuada.
No Ministério da Saúde, temos o Departamento de Gestão da Educação na Saúde com uma Política de Educação Profissional em Saúde, que busca a ampliação da escolaridade dos trabalhadores da saúde na perspectiva de formar Agentes Comunitários de Saúde.
A partir desse quadro de programas dispersos, vamos situar a EJA nos sistemas de ensino municipais, estaduais e federais em Curitiba, bem como situar os atuais programas de alfabetização e escolarização de jovens e adultos em vigência no âmbito nacional e que também estão em Curitiba.

 A Educação de Jovens e Adultos em Curitiba
Em Curitiba, a EJA está integrada nos sistema de ensino municipal e estadual, sendo ofertada nos níveis do Ensino Fundamental e Médio. A oferta de turmas para EJA do primeiro segmento, que corresponde aos primeiros cinco anos do Ensino Fundamental, é de responsabilidade do sistema municipal de ensino, e temos a EJA funcionando no período noturno em 71 escolas da Rede Municipal de Ensino de Curitiba, além da oferta de EJA de Ensino Fundamental completo em mais 4 escolas da rede nas comunidades onde há demanda para tal.
O sistema estadual de ensino oferta escolarização para a EJA nos Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA). Em Curitiba, temos o CEEBJA Paulo Freire, no Centro, o CEAD Poty Lazzarotto, no Centro, o CEEBJA Campo Comprido, no bairro Campo Comprido, o CEEBJA Sesi/CIC, no Bairro Cidade Industrial, o CEEBJA Profª. Maria Deon de Lira, no Bairro Boqueirão, e o CEEBJA Profª. Moema Denega Ziesemer - EFM, no Bairro Vista Alegre. Também são ofertadas oportunidades de escolarização através de Ação Pedagógica Descentralizada, as chamadas turmas de APED, nos espaços das escolas de rede estadual e também em espaços cedidos pelas escolas da rede municipal.
Outro programa federal do Ministério da Educação, em vigência desde 2003 em nosso estado e em Curitiba, é o Brasil Alfabetizado que, no Paraná, foi renomeado de Paraná Alfabetizado. Visa à superação do analfabetismo em nosso país e a integração dos educandos nos sistemas para a continuidade dos estudos.
No Paraná, está em vigência um programa federal denominado PROEJA e PROEJA FIC nas instituições da rede federal e estadual de ensino. Trata-se do Programa de Integração da Educação Profissional à Educação Básica na Modalidade de Jovens e Adultos. No nível do Ensino Médio, são cursos técnicos integrados, ou seja, integram a educação geral com educação profissional na modalidade de EJA, duram três a quatro anos, e, no final, o estudante recebe o diploma de Técnico de Nível Médio. O estudante deve ter o Ensino Fundamental completo e ter idade mínima de 18 anos. É a Educação Profissional específica para a EJA que pretende a inserção orgânica da EJA também no sistema federal de ensino. Atualmente, temos, em Curitiba, a oferta de turmas de PROEJA no nível do Ensino Médio na Universidade Tecnológica Federal do Paraná com o curso Técnico em Edificações.
Os Colégios Estaduais de Curitiba, que ofertam cursos técnicos do PROEJA em 2011 são: CE Loureiro Fernandes – Técnico em Administração; CE Maria Aguiar Teixeira – Técnico em Informática; CE Santos Dumont – Técnico em Administração; CE Prof. Brasilio Vicente de Castro - Técnico em Administração; CE Leôncio Correia – Técnico em Administração; CE Paulo Leminski – Técnico em Meio Ambiente; CE São Pedro Apóstolo – Técnico em Enfermagem; CEEBJA Paulo Freire – Técnico em Segurança do Trabalho; CEEP Curitiba – Técnico em Construção Civil e Técnico em Eletromecânica.
No nível do Ensino Fundamental, os cursos de Formação Inicial e Continuada (PROEJA FIC) são ofertados para turmas de EJA do último segmento do Ensino Fundamental. Esses cursos de PROEJA FIC, para acontecerem nos sistemas ou redes municipais de ensino, demandam “parceria obrigatória com prefeitura(s), por intermédio de sua(s) secretaria(s) de educação, admitindo-se a parceira com consórcio de prefeituras, estabelecida(s) por meio de acordo de cooperação ou instrumento específico equivalente[2]” com os Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia que assumem a formação de iniciação profissional. No Paraná, temos esses cursos acontecendo ou já realizados em alguns municípios que fizeram parcerias com o IFPR, como Foz do Iguaçu (Churrasqueiro, Mensageiro, Reparador Polivalente, Camareira ou Arrumador), Londrina (Inclusão Digital), Cascavel (Auxiliar em Carpintaria), Pontal do Sul e Marechal Cândido Rondon (Aquicultura).

Mais algumas considerações
Precisamos ainda lutar muito para que os demandantes da EJA tenham esta modalidade de educação inserida organicamente nos sistemas municipais, estaduais e federais de ensino. Nesse sentido, os fóruns estaduais de EJA constituem espaços privilegiados para fomentar a luta pela garantia de efetivação desse direito já conquistado. As temáticas que interessam à EJA também são discutidas nos encontros regionais e nacionais da EJA pelos segmentos que compõem os fóruns de EJA do Brasil. Informações sobre as atuais discussões dos fóruns de EJA de todos os estados brasileiros estão disponíveis neste endereço eletrônico: <http://forumeja.org.br/brasil>.
Finalizamos agradecendo o privilégio de utilizar este espaço do Blog da UNCME-PR para tratar de EJA e esperamos ter atendido às expectativas de nossos leitores.

1 Outros dois documentos do Conselho Nacional de Educação são de fundamental importância para a normatização da EJA como modalidade da educação básica: o Parecer n.º 11/2000 e o Parecer n.º 6/2010.
2 Para aprofundar as reflexões sobre esses programas sugerimos:
KUENZER, Acácia Zeneida. As políticas de educação profissional: uma reflexão necessária. In: Jaqueline Moll e Colaboradores. (Org.). Educação Profissional e Tecnológica no Brasil Contemporâneo - Desafios, Tensões e Possibilidades. 1 ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
DI PIERRO, Maria Clara. Notas sobre a redefinição da identidade e das políticas públicas de Educação de Jovens Adultos no Brasil. Educ. Soc., Campinas, vol. 26, n. 92, p. 1115-1139, Especial - Out. 2005. Disponível em < http://www.cedes.unicamp.br/>
3 Documento Base do PROEJA FIC disponível em: <http://portal.mec.gov.br/setec/arquivos/pdf2/proeja_fundamental_ok.pdf >
O Edital do Programa Nacional de EJA Integrada à Educação Profissional.
Parceria: Institutos Federais e Municípios de 2009 está disponível em: <http://www.iiep.org.br/ejafic/oficio_anexos.pdf>

Referências

ARROYO, Miguel. Balanço da EJA: o que mudou nos modos de vida dos jovens-adultos populares? In: REVEJ@ - Revista de Educação de Jovens e adultos, v. 1, n. 0, ago. 2007. Belo Horizonte: NEJA-FAE-UFMG, 2007.
BRASIL. Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA. Educação Profissional Técnica de Nível Médio/Ensino Médio. Documento Base. Brasília: MEC/SETEC, 2007.
_______. Lei n.º 11.741/2008.   Altera dispositivos da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para redimensionar, institucionalizar e integrar as ações da educação profissional técnica de nível médio, da educação de jovens e adultos e da educação profissional e tecnológica. Brasília: Presidência da República, 2008. Disponível: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm>.
_______. Lei n.º 12.061/2009. Altera o inciso II do art. 4o e o inciso VI do art. 10 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, para assegurar o acesso de todos os interessados ao ensino médio público. Brasília: Presidência da República, 2009. Disponível: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12061.htm>.
_______. Emenda Constitucional n.º 59/2009. Brasília: Presidência da República, 2009. Disponível: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc59.htm>.
_______. Lei n.º 9394/96. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.  Brasília: Presidência da República, 1996. Disponível: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm>.
CHARLOT, Bernard. Relação com o saber, formação dos professores e globalização: questão para a educação hoje. Porto Alegre: Artmed, 2005.
Endereços eletrônicos para acesso a informações e materiais de EJA:
Canal de vídeos dos Fóruns de EJA <http://br.youtube.com/portalforumeja>
Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do MEC:
Documentos do PROEJA:

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

I Conferência Municipal de Educação de Curitiba

A
 Secretaria Municipal da Educação – SME e o Conselho Municipal da Educação de Curitiba – CME, em conformidade com a Lei Municipal n.º 12.090/2006, unem-se para deflagrar o processo participativo de múltiplos atores da área educacional e da sociedade civil na realização da I Conferência Municipal de Educação de Curitiba – I CMEC, que tem como finalidade precípua discutir temas que integram e interferem na qualidade da educação do Município, constituindo subsídios à elaboração do Plano Municipal de Educação.

A I CMEC tem como tema central “A Qualidade Social da Educação”, que será desenvolvido a partir dos seguintes Grupos Temáticos:

- Grupo 1 - Formação e valorização dos profissionais da educação;
- Grupo 2 - Gestão e financiamento da educação;
- Grupo 3 - Educação integral;
- Grupo 4 - Inclusão e diversidade;
- Grupo 5 - Planejamento e avaliação.

Nesse sentido, a Comissão Executiva Organizadora solicita a colaboração de todos para ampla divulgação da I CMEC, bem como o incentivo à participação de profissionais envolvidos em todas as etapas previstas para a Conferência, considerando a importância histórica do evento para a Educação de Curitiba.
A Comissão informa que no site <www.cidadedoconhecimento.org.br>, estão postados documentos orientadores referentes a I CMEC. Recomendamos o acesso a esses para organização das etapas que antecedem a Plenária Geral.


A I CMEC é precedida por três etapas:

1­- Ciclo de Palestras Preparatórias:

Palestras realizadas:
- 21 de junho - Planejamento e Avaliação
- 27 de junho - Gestão e Financiamento da Educação
- 28 de junho - Inclusão e Diversidade
- 19 de setembro - Educação Integral - Docente - Miguel Arroyo
- 28 de setembro - Formação e Valorização dos Profissionais
2 - Etapa Local:

A Etapa Local acontecerá no interior das instituições de educação e ensino, públicas e privadas, e nas demais organizações da sociedade civil envolvidas, no período de 15 de agosto a 30 de setembro de 2011, consistindo na realização de estudos, discussões e elaboração de relatório sobre os grupos temáticos da I CMEC, contendo:
- inscrição de representantes para a Etapa Regional, com a preferência de participação nos grupos temáticos;
- formulação de no máximo de 5(cinco) propostas relacionadas às temáticas (distribuídas igualitariamente ou não).

A inscrição de representantes para participação da Etapa Regional, conforme Regulamento da I CMEC será de:

- 3(três) representantes de cada instituição de educação e ensino, sendo 1 (um) gestor em educação, 1(um) trabalhador em educação e 1(um) usuário da sociedade civil, sendo pai ou estudante maior de 16 anos;
- 3(três) representantes de cada área ou regional das Secretarias Estadual e Municipal da Educação e da equipe interna do Conselho Municipal de Educação;
- 3(três) representantes de cada departamento, setor e coordenadoria do nível central das Secretarias Estadual e Municipal da Educação;
- 1(um) representante de cada uma das demais organizações da sociedade civil.

A formulação de propostas, conforme Regulamento da I CMEC, deverá basear-se no material de referência que está disponibilizado no site: <www.cidadedoconhecimento.org.br>, composto de:
         I.      Diagnóstico da Educação no Município de Curitiba;
        II.      Síntese de Propostas elaboradas na Semana de Estudos Pedagógicos da Rede Municipal de Ensino em 2010;
        III.      Textos de autoria dos palestrantes do Ciclo de Palestras Preparatórias;
        IV.      Projeto de lei referente ao Plano Nacional de Educação – 2011-2020.
O relatório da Etapa Local deverá ser encaminhado para o e-mail específico da I CMEC – Etapa Regional correspondente a cada uma das 9 (nove) regionais da cidade, até o dia 30 de setembro de 2011.

 3 - Etapa Regional:
A Etapa Regional ocorrerá nas 9 (nove) regionais da cidade de Curitiba, sob a coordenação-geral do chefe do Núcleo Regional de Educação Municipal, compreendendo a apresentação e discussão da sistematização das proposições da Etapa Local, a elaboração da síntese das discussões e a tirada de delegados e de observadores por segmento.

A Etapa Regional ocorrerá simultaneamente, das 8h às 13h, no dia 22 de outubro de 2011, nas regionais: Boqueirão, Cidade Industrial de Curitiba, Pinheirinho, Portão e Santa Felicidade e, no dia 29 de outubro de 2011, simultaneamente nas regionais: Bairro Novo, Boa Vista, Cajuru e Matriz. 

A Etapa Regional terá a participação de representantes inscritos conforme § 3.º do artigo 8.º do Regulamento da I CMEC e de convidados do Poder Público e das organizações da sociedade civil, a serem inscritos na data de realização dessa Etapa.

O relatório de cada Grupo Temático da Etapa Regional deverá ser entregue à Comissão Executiva Organizadora no encerramento dos trabalhos, contendo:
- inscrição de delegados e observadores conforme os Anexos I e II do Regulamento da I CMEC;
- de 3 (três) a 5(cinco) proposições para cada temática.

A plenária será constituída de 464 delegados distribuídos da seguinte forma, conforme Anexo I do Regulamento da I CMEC:

- Gestores em educação – 157 delegados (34%);
- Trabalhadores em educação – 157 delegados (34%);
- Sociedade civil – usuários e demais organizações envolvidas – 135 delegados (29%);
- Conselheiros Municipais de Educação – 15(quinze) (3%).

 Plenária Geral
Após a realização do Ciclo de Palestras Preparatórias, da Etapa Local e da Etapa Regional, será realizada a Plenária Geral da I CMEC nos dias 02 e 03 de dezembro de 2011.
No dia 02 de dezembro, acontecerá o credenciamento dos delegados e dos observadores inscritos na Etapa Regional, bem como, a dos convidados. A seguir a abertura pública solene; a aprovação do Regimento; a Palestra Magna com o tema “Educação e sociedade”.
No dia 03 de dezembro, pela manhã, discussão das proposições aprovadas da Etapa Regional, nas reuniões dos Grupos Temáticos e à tarde, Plenária Final.
Mais informações e esclarecimentos poderão ser obtidos pelos e-mails abaixo
especificados ou pelo site: <http://www.cidadedoconhecimento.org.br/


Antecipadamente, Comissão Executiva Organizadora agradece o apoio e a colaboração para que os objetivos da I Conferência Municipal de Educação de Curitiba sejam alcançados.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

XXI Encontro Nacional dos Conselhos Municipais de Educação

O XXI Encontro Nacional dos Conselhos Municipais de Educação vai acontecer em Palmas/Tocantins, nos dias 09,10 e 11 de novembro de 2011.

A participação de cada um e de todos os CME do Brasil é sumamente importante, no fortalecimento dos mecanismos de gestão democrática.

LOCAL: Palmas / Tocantins
Aquarius Eventos
ENDEREÇO: Avenida Teotônio Segurado, 210 Sul – Conjunto 01, Lote 10.
DATA: 09, 10 E 11 de novembro 2011
TEMA: Os Conselhos de Educação e as Políticas Públicas: do PNE aos Planos Municipais de Educação.
Nº DE VAGAS: 1.000
PERÍODO DE INSCRIÇÃO: de 15/09 a 30/10/2011 

PROGRAMAÇÃO
DIA 09/11/2011 
9h às 17h  - Credenciamento
- 19h - Cerimônia de Abertura
          Formação da Mesa
          Apresentação Cultural
Conferência sobre o Tema do Encontro – Ministro Fernando Haddad (a confirmar)

DIA 10/11- Manhã 
8h30min às 10h30min
Mesa: Planos de Educação, Conselhos e Lei de Responsabilidade Educacional.

                          Palestrantes:
Francisco Chagas Fernandes – Secretário Executivo Adjunto/ MEC.
Jamil Cury – Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (a confirmar)

Coordenador:
Artur Costa Neto – Vice-presidente da UNCME

- 10h30min às 13h
Mesa: Gestão Democrática e os Conselhos de Educação
Palestrantes:
Maria Luiza Martins Aléssio – Diretoria de Apoio à Gestão Educacional / SEB / MEC
Cleuza Rodrigues Repulho – Presidente Nacional da UNDIME.
Coordenadora:
Maria Ieda Nogueira – Presidente Nacional da UNCME

DIA 10/11 – Tarde 
- 14h30min às 17h30min
Momento UNCME
Relato da gestão e prestação de contas
Eleição da presidência (2012/2014)
Escolha do local para XXII Encontro Nacional
Outras questões e Encaminhamentos.

DIA 11/11 – Manhã
- 8h30min
Mesas de Interesse
1. Financiamento da Educação e o Custo Aluno Qualidade inicial
Expositores:
Daniel Cara – Coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Danilo de Melo Souza – Secretário de Educação de Tocantins
Coordenador:
Diego Tormes – UNCME/RS
Relatora:
Maridilva Oliveira – UNCME/MT

2. Educação Integral e Educação de Tempo Integral
Expositores:
Clélia Brandão – Conselho Nacional de Educação.
Rosilene Lagares – Universidade Federal de Tocantins
Coordenadora:
Marlene Balejo – UNCME/MS
Relatora:
Sônia Pegoral – UNCME/RJ

3. Educação Infantil: perspectivas e o papel dos Conselhos Municipais de Educação
Expositores:
Rita Coelho – Coordenadora de Educação Infantil–SEB/MEC
Genuíno Bordignon - Professor e Assessor do MEC                   
Coordenadora:
Ampara Paiva – UNCME/GO
Relatora:
Zélia Mendonça – UNCME/AC

4. Educação do Campo: respeito à diversidade cultural
Expositores:
Mônica Molina – Universidade de Brasília (a confirmar)
Jaqueline Pasuch – Universidade do Estado de Mato Grosso
Coordenador:                         
Weslei Pires – UNCME/TO
Relatora:
Tereza Pirchiner – UNCME/ES

DIA 11/11 – Tarde 
- 13h30min às 15h
Apresentação dos Relatórios das Mesas de Interesse e Compromissos da UNCME

- 15 horas
Encerramento

- 15h30min
Visitas programadas às:
* Escolas de Tempo Integral
* Escolas do Campo

Outras Informações podem ser obtidas no site da UNCME no Mural de Informações:       

Informações retiradas do site* da UNCME.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Educação Integral é tema de palestra com Miguel Arroyo em Curitiba

 
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 Conselho Municipal de Educação e a Secretaria Municipal da Educação de Curitiba promoveram mais uma palestra referente ao Ciclo de palestras preparatórias para a I Conferência Municipal de Educação de Curitiba. O encontro aconteceu no dia 19 de setembro, no Centro de Convenções de Curitiba. A palestra ministrada pelo professor Dr. Miguel Arroyo foi sobre Escola Integral. O evento contou com a presença de profissionais das unidades da Rede Municipal de Educação e Ensino e de vários segmentos da sociedade. Miguel Arroyo é Professor Titular Emérito da Faculdade de Educação da UFMG e ex-Secretário Municipal Adjunto de Educação da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.

O professor iniciou a palestra indagando a plateia sobre quais significados podem ter o aumento de tempo na escola. Segundo Arroyo, para as crianças de famílias dos setores populares, aumentar o tempo na escola é ampliar o que para elas é escasso. “Hoje as próprias famílias querem seus filhos mais tempo na escola e há uma procura maior da educação com a precarização do direito à infância”, complementa.

Arroyo evidencia que hoje a infância esta desprotegida com a saída das mulheres para o mercado de trabalho, com tudo isso se exige mais tempo de proteção e aí entra a escola integral. Salienta que a sociedade não pode condenar o tempo da infância, que a infância precisa da escola: para viver o tempo da infância; para ter espaços dignos e para proteção e cuidado.

Arroyo afirma que hoje as camadas populares da sociedade não são mais as mesmas de tempos atrás; hoje elas têm consciência do seu direito à educação, e que não adianta ser oferecido a elas mais tempo da “mesma escola”, “não existe vantagem em garantir mais educação do mesmo tipo de educação” evidencia.

Para o professor Arroyo, para muitas crianças, o tempo de escola é muito pesado e significa repetência, evasão, uma carga a mais do que já fazem no primeiro turno.
O professor destaca a importância de se pensar a escola integral numa perspectiva de vínculo entre conhecimento e as diversas áreas de formação da dimensão humana como cultura, arte e diversidade. Ressaltou que o conhecimento faz sentido quando ajuda o homem a entender-se e que não há conhecimento sem cultura. E completou que se a sociedade quer dar conta dessa infância, terá que repensar a forma de ver a infância, elaborando propostas pedagógicas não negativas, propostas que colocam as ênfases no ser humano, partindo sempre de uma visão positiva dos setores populares.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ciclo de Palestras Preparatórias para a I Conferência Municipal de Educação tem continuidade no mês de setembro


Dando prosseguimento ao Ciclo de Palestras Preparatórias para a I Conferência Municipal de Educação – I CMEC, que teve início em 21 de junho, duas palestras serão ministradas nos dias 19 e 28 de setembro. Os palestrantes serão Miguel Arroyo e Iria Bredzinski.
O objetivo principal do Ciclo de Palestras é a preparação para a Conferência Municipal de Educação, que dará subsídios à elaboração do primeiro Plano Municipal de Educação no Município de Curitiba.
Os temas abordados até o momento foram:
Planejamento e Avaliação, com a palestrante Mônica Ribeiro da Silva; Gestão e Financiamento da Educação com as docentes Heloísa Lück e Andréa Barbosa Gouveia e Inclusão e Diversidade, tema ministrado pelos palestrantes Ronaldo Schwantes, Paulo Vinícius Baptista da Silva e Toni Reis.

Programação:

19 de setembro de 2011
- Palestra - Educação Integral.
Docente - Miguel Arroyo
Local - Centro de Convenções de Curitiba - Rua Barão do Rio Branco, 370 – Centro
Horário – 19 horas

28 de setembro de 2011
- Palestra - Formação e Valorização dos Profissionais.
Docente - Iria Bredzinski
Local - Centro de Convenções de Curitiba - Rua Barão do Rio Branco, 370 – Centro
Horário – 19 horas

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Fórum Estadual de Educação do Paraná entrega propostas relativas ao Plano Nacional da Educação 2011-2020


A cerimônia de entrega das propostas relativas ao PNE 2011-2020 aconteceu no campus do Jardim Botânico da Universidade Federal do Paraná, no dia 29 de julho. A entrega foi feita ao deputado federal e também relator do Projeto de Lei 8035/10 - PNE 2011 - 2020, Ângelo Vanhoni pelo reitor da UFPR Zaki Akel Sobrinho.

O relatório final foi resultado das discussões levantadas nos 10 debates regionais do Fórum Estadual de Educação do Paraná e de entidades da sociedade civil e é composto de quase mil páginas contendo 1.424 propostas de emendas ao Projeto de Lei que deverá ser votado no Congresso Nacional ainda neste ano de 2011.

O Fórum foi constituído em 06 de maio de 2011 com o objetivo de conduzir os debates sobre o PNE e articular as discussões que subsidiarão a elaboração do Plano Estadual, dos Planos Municipais e das Conferências Estaduais de Educação.

Os Comitês Regionais de Organização das Reuniões e Sistematização foram divididos da seguinte forma:
Curitiba - Região Metropolitana; Litoral – Matinhos, Paranaguá; Sudoeste - Pato Branco; Oeste – Cascavel; Norte Novo – Londrina; Noroeste – Maringá; Paraná Centro Guarapuava; Norte Velho - Jacarezinho/Cornélio Procópio; Campos Gerais - Ponta Grossa; Extremo Oeste - Foz do Iguaçu.

A entrega do relatório ao Deputado Ângelo Vanhoni cumpre a meta prevista pelo Fórum Estadual de Educação do Paraná, de concluir os trabalhos de debates em todo o Paraná e reunir as contribuições do Estado ainda no mês de julho.

Estavam presentes à mesa do evento o Coordenador Geral do Fórum Estadual de Educação-PR, Zaki Akel Sobrinho, Reitor da UFPR; Deputado Federal e relator do projeto, Ângelo Vanhoni, o Deputado Federal e membro da Comissão Especial que analisa o PNE 2011-2020, Dr. Rosinha; o Senador da República Sérgio Souza; o Vice-Governador do Paraná e Secretário de Estado da Educação, Flávio Arns; o Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Santos Leal Neto; o Reitor da UTFPR, Carlos Eduardo Cantarelli; o Reitor da UEM, Julio Santiago Prates Filho; o Reitor da UEPG, João Carlos Gomes; o Presidente do Conselho Estadual de Educação, Romeu Gomes de Miranda; a Presidenta da União dos Dirigentes Municipais de Educação do Paraná (Undime-PR), Cláudia Maria da Cruz; a Presidente da APP/Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho; o Presidente Brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek; o Pró-Reitor de Administração, Finanças e Infraestrutura da Unila, Paulino Motter, representando o Reitor Hélgio Trindade e o Pró-Reitor de Extensão, Pesquisa e Inovação do IFPR, Paulo Yamamoto, representando o Reitor Irineu Colombo.

Para o Secretário de Estado da Educação e Vice-Governador do Paraná, Flávio Arns, o processo de discussão e amplo debate com todo o Estado deve continuar, pois além da elaboração do Plano Nacional, os planos Estadual e o Municipal de Educação também devem ser evidenciados.

O novo PNE (projeto de lei 8.035/2010) é fruto de discussões realizadas desde 2009, em conferências municipais, intermunicipais, estaduais, distrital e na Conferência Nacional de Educação e foi encaminhado à Câmara dos Deputados no dia 20 de dezembro de 2010 pelo governo federal. No projeto, são definidas dez diretrizes, 20 metas e 171 estratégias para alcançá-las, bem como os princípios e os prazos da proposta.

Estiveram presentes no evento profissionais da educação de diversos segmentos da sociedade, entre eles a coordenadora da UNCME-PR e também presidente do Conselho Municipal de Educação de Curitiba Everly Marques Canto e a Superintendente da Educação do Estado do Paraná Meroujy Giacomassi Cavet.